sábado, 24 de janeiro de 2015

O curioso caso do seminarista que tentou defender a religião em um grupo LGBTT


            Quando era professor e militante político, sempre estive envolvido em causas que eram relacionadas às minorias sociais. Combati o racismo, a homofobia, a exploração trabalhista e, é claro, a maior causa da minha vida, lutei pela melhoria do transporte coletivo.
            Pertencia a um grupo no face chamado “Todos contra a homofobia, lesbofobia e transfobia” (https://www.facebook.com/groups/tchlt/). Acompanhava os debates, pois acredito que a luta pelos direitos civis da comunidade LGBTT deve ser contemplada. Mesmo reingressando no seminário, continuei no grupo por acreditar nesse processo de cunho social. Alguns poderiam argumentar: “Mas a Igreja é contra o casamento gay!” É contra e é uma posição dela. Uma posição de fé que compartilho com aqueles que comungam da minha fé. Agora os direitos sociais são do mundo civil e devemos sim lutar pela igualdade de oportunidades e condições de vida.


            Porém, o grupo estava tomando um rumo estranho. Após uma postagem falando da revista Charlie Hebdo (cuja sede na França tristemente atacada por terroristas), os comentários, principalmente de moderadores do grupo, tomaram um cunho antirreligioso. Um membro do grupo, srta. Laari Santana, tomou a liberdade de fazer uma postagem criticando o modo antirreligioso dos comentários, também dizendo que ia deixar o grupo.
            Resolvi ter a (in)felicidade de fazer o mesmo. O resultado segue nas imagens a seguir que você pode acompanhar se tiver estômago ou paciência para tanto (a postagem original foi apagada do grupo recentemente). É uma pena que pessoas que detém o poder em determinadas lutas possuem tantos preconceitos com a religião. O sr. Otávio Zini (que conheço pessoalmente de Cafés Filosóficos que ocorriam em Balneário Camboriú e até então eu nutria admiração por sua postura combativa) é um dos mais agressivos, agindo semelhante aos ditadores da Albânia que queriam o fim da religião. Em alguns comentários, ele realmente destila e afirma seu ranço contra a religião. E infelizmente, ele possui seguidores nessa linha de pensamento.
            É uma pena que o maior grupo de combate à homofobia, lesbofobia e transfobia esteja sendo moderado por pessoas fechadas de pensamento. Quem discorda do pensamento dos moderadores é retirado do grupo ou, na pressão, acaba tendo que sair (nos comentários ali é fácil perceber quem foi retirado do grupo ou saiu, o nome aparece em cinza).
            Meu objetivo é polemizar realmente. Minha condição de seminarista foi utilizada como deboche em diversos comentários. Meu blog está aberto para defesas e críticas.
            Continuarei minha luta pelos direitos civis das pessoas, para que possamos viver um mundo de igualdade, justiça, fraternidade e solidariedade!

Minha postagem

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