quinta-feira, 28 de maio de 2015

A história de uma rosa especial

               Tudo tem uma história. Conheçam a dessa rosa!


           Quando cheguei no seminário São José, de Rio Negrinho-SC em fevereiro de 2014, onde residi todo o ano passado, uma roseira estava em um vaso debaixo de uma laranjeira. Quase não pegava sol e nunca florescia. Ficou um tempo ali. Alguns meses. Eu passava, a olhava e a cena dela naquele estado questionava-me.
         
Espaço antes da remodelação
 Como eu era o jardineiro do seminário, iniciei uma remodelação do espaço dedicado à Santa Teresinha do Menino Jesus que havia atrás da capela. Plantei ali muitas roseiras e plantas que floresceriam cores vibrantes. Antes era necessário arrancar vários arbustos e mexer a terra várias vezes, adubar, regar.
            Tive então uma ideia ousada: transplantar aquela roseira que ficava debaixo da laranjeira. A planta, já grande, deu um certo trabalho. Ela ficava em um grande balde. Suas raízes estavam apegadas. A roseira, para quem não conhece, é uma planta extremamente sensível. Qualquer ferida ou mau cuidado pode comprometer a planta.
            Enfim, foi plantada no novo lugar. Então veio o medo: suas folhas murcharam e depois caíram todas. Pensei que ia morrer. Mesmo sendo adubada e regada constantemente, eu temia por ela. Tive um pequeno arrependimento em ter tirado ela do seu comodismo.
          Aos poucos suas folhas retornaram. Seu vigor e força vieram devagarinho. Cuidei dela com muito carinho e amor. E após quase 1 mês e meio plantada no novo lugar, ela nos presenteou com essa a linda flor que está no início desse texto.
              Como essa roseira me fez refletir! Quantas vezes somos colocados em situações-laranjeiras, aquelas que exalam um cheiro forte, ou seja, prende-nos pelo sabor e odor delicioso, e ficamos acomodados ali! Pior: acomodamo-nos em baldes pessoais em meio às sombras do passado, enraizados demais que qualquer um que tente nos acordar e arrancar-nos para nos salvar são repelidos violentamente por essa fuga de si mesmo. Sim, somos sensíveis, machucamo-nos fáceis, mas só podemos crescer e remendar os erros na medida que vamos para outras terras, outros sonhos, outros ideais!

         E a luz do sol que reside no sorriso das pessoas em nossa volta, que no começo parece ser estranha, é que dá a energia suficiente para recomeçar.

Espaço na fase final de remodelação, mais colorido e vivo!

Um comentário:

  1. Lindo texto. Me fez refletir que não se pode ter medo da mudança por mais que o momento presente seja agradável e conforme o planejado. É importante se deixar levar pela vontade de Deus que muitas vezes não é a nossa mas com certeza será a melhor mesmo que não esteja nos planos

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