quarta-feira, 17 de junho de 2015

Teologia da libertação – definição, prós e contras e posição oficial da Igreja

          Recentemente, após algumas acusações de comunismo à minha pessoa, resolvi escrever sobre o que é a Teologia da Libertação, argumentos contra e a favor e a verdadeira posição oficial da Igreja sobre o assunto. Todo o artigo está recheado de links que podem ajudar você, leitor ou leitora, a perceber de forma clara o assunto, fugindo de "achismos" ou argumentos meramente violentos,  como temos infelizmente encontrados em sites e redes sociais.
         Boa leitura!



I.     Definição e origens
         A Teologia da Libertação é uma corrente teológica do pensamento católico (que posteriormente transcendeu a outras denominações religiosas), surgida a partir na década de 60 na América Latina, que exige uma opção preferencial pelos pobres, a partir da leitura do Evangelhos, bem como  da prática de Jesus Cristo.
            A Teologia no século XX passou por um ressurgimento a partir do movimento neotomista, onde há uma abertura aos problemas modernos. Destaca-se também a influência do filósofo Maurice Blondel na questão da imanência. Despontam nomes como Pe. Karl Rahner SJ1, Frei Marie-Dominique Chenu OP2, Frei Yves Congar OP, cardel Pe. Henri De Lubac SJ, Pe. Hans Urs von Balthasar, Pe. Joseph Ratzinger (atual papa-emérito Bento XVI), Frei Edward Schillebeeckx OP, entre outros. A situação econômica pós II Guerra Mundial, o avanço frenético do capitalismo e o Concílio Vaticano II também fizeram um pensar teológico diferente. A influência de pensadores protestantes, como Jürgen Moltmann, Richard Shaull, Johann Baptist Metz e Harvey Cox também estava presente no ressurgimento da teologia católica do século XX.
Frei Gustavo Gutierrez, OP, criador do
termo "teologia da libertação"
            A libertação no sentido político-econômico, surge com dois sociólogos latino-americanos, o brasileiro Fernando Henrique Cardoso e o chileno Enzo Faleto, que elaboraram a teoria da dependência e da libertação, em oposição à então vigente teoria do desenvolvimento3, no livro Dependência e desenvolvimento na América Latina: ensaio de interpretação sociológica, de 1970. Na pedagogia, com o educador brasileiro Paulo Freire e na filosofia, com o argentino Enrique Dussel. Lembremos também que era o início das ditaduras militares na América Latina, que colocaram as Igrejas Cristãs contra a parede em suas posições.

            O termo teologia da libertação foi cunhado pelo Padre Gustavo Gutierrez (atualmente frade dominicano), em seu livro “Teologia da Libertação: Perspectivas”, em 1971 (baixe o livro AQUI), mas as raízes do movimento, como vimos. são anteriores. Segundo Gutierrez, a definição de libertação é a seguinte:

Libertação exprime, em primeiro lugar, as aspirações das classes sociais e dos povos oprimidos, e sublinha o aspecto conflituoso do processo econômico, social e político que os opõe às classes opressoras e aos povos opulentos.4

            Os grandes expoentes da Teologia da Libertação são, além do pe. Gutierrez, os teólogos Leonardo Boff (ex-frade franciscano), Pe. Jon Sobrino SJ, Pe. José Comblin e Pe. Juan Luis Segundo SJ, dentre outros.
            Apresentarei agora os atuais principais críticos da Teologia da Libertação e, sem seguida, os argumentos dos que a defendem, para após isso, apresentar o que realmente a Igreja fala dessa corrente teológica.

I. Críticas
            Segundo seus críticos mais ferrenhos, a Teologia da Libertação deturpa o pensamento católico ao colocar conceitos marxistas em suas teorias, como a luta de classes, o ódio às instituições (que pode desembocar na Igreja), e uma negação da transcendência, pois tudo seria visto sob o aspecto político e material.
Felipe Aquino (esquerda) e Pe. Paulo Ricardo, dois
grandes críticos da TL atualmente no Brasil

            O Padre Paulo Ricardo, da Arquidiocese de Cuiabá-MT, que possui vários cursos em seu site oficial, dedica uma parte de seu curso “Revolução e Marxismo Cultural” só sobre a Teologia da Libertação, que você pode conferir AQUI. Segundo o sacerdote, a teologia da libertação faz uma negação do processo transcendental, sendo o Reino de Deus apenas imanente. Faz uma reflexão dizendo que a Teologia da Libertação prega a revolução e acusa o marxismo de infiltrar-se na Igreja através da Teologia da Libertação. Infelizmente toda essa reflexão do Pe. Paulo Ricardo acerca da Teologia da Libertação carece de referências bibliográficas, ficando apenas no plano da citação de autores e interpretação livre do referido canonista.
            O prof. Felipe Aquino, membro da comunidade Canção Nova, também é um dos mais ávidos críticos da Teologia da Libertação. Já se envolveu numa grave polêmica com Dom Pedro Casaldáliga, bispo-emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia-MT (conteúdo você pode conferir AQUI a carta e AQUI o esclarecimento da mesma). Felipe Aquino escreveu alguns artigos contra a Teologia da Libertação, baseando-se em um artigo de 1984 do então Cardeal Dom Joseph Ratzinger, intitulado Eu vos apresento a Teologia da Libertação. Ao contrário do Pe. Paulo Ricardo, Felipe Aquino cita suas referências e contribui para o debate mais teológico da questão, alertando para um possível perigo dessa corrente teológica.

II. Argumentos prós
            Em um livro de 1985, chamado Como fazer Teologia da Libertação, o então frei Leonardo Boff, OFM seu irmão, Frei Clodovis Boff, OSM, argumentam que que só utilizam algumas indicações metodológicas do sistema marxista, rechaçando materialismo histórico-dialético, pois a práxis libertadora é centrada no Cristo5.

Da esquerda pra direita: Leonardo Boff, Pe. Jon Sobrino SJ e Pe Juan Luis Segundo,
três dos maiores expoentes da TL na América Latina
            Os defensores da Teologia da Libertação argumentam que seu embasamento é bíblico, e que ela abriu o leque para vários problemas que até então não tinham uma devida atenção num campo teológico majoritário: exploração trabalhista, negros e o preconceito racial, mulheres, ecologia, etc.
            As chamadas CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base) serviram, segundo os defensores da Teologia da Libertação, para ampliar a fé nas comunidades mais simples, onde o pobre pode ser o agente de sua libertação. Segundo o Pe.João Batista Libânio SJ (falecido em 2014) e o Irmão Afonso Murad FMS6, a Teologia da Libertação relaciona-se criticamente com as práticas sociais, pois colhe e formula uma reflexão teológica a partir das perguntas de leigos católicos engajados em movimentos sociais, pastorais comprometidas, CEB’s, grupos de defesa de direitos humanos, e também nos campos da liturgia e eclesiologia7.
            A crítica da Teologia da Libertação ao capitalismo faz com que muitos a acusem de ser mancomunada com o comunismo. Mas a Igreja se opõe a essas duras correntes políticas. Só sobre contra o capitalismo, por exemplo, escreveram os papas Leão XIII (Rerum Novarum), Pio X (Editae Saepe, Notre Charge Apostolique, Carta ao Cardeal Ferrari), Pio XI (Divinis Redemptoris, Quadragesimo Anno), João XXIII (Mater et Magistra), Paulo VI (Populorum Progresio), João Paulo II (Laborens Exercens, Sollicitudo Rei Socialis, Centesimus Annus) e Francisco (Evangelii Gaudium). Criticar o capitalismo deve ter o mesmo peso da crítica ao comunismo.

III. Posição oficial da Igreja

            Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Igreja nunca condenou a teologia da libertação muito menos a classificou como herética. A frase escrita por Dom Joseph Ratzinger no artigo já citado de 1984 é emblemática e desafia a uma reflexão: “(...) a radicalidade da teologia da libertação faz com que a sua gravidade não seja avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente.”
            Oficialmente a Igreja lançou dois documentos: um em 1984, chamado Libertatis nuntius (publicado no Brasil como Instrução sobre alguns aspectos da “Teologia da Libertação”, você pode baixa-lo AQUI) que trata especificadamente dessa corrente teológica, e outro em 1985, chamado Libertatis Conscientia (publicado no Brasil como Instrução sobre a liberdade cristã e a libertação, (você pode baixa-lo AQUI) que trata de pressupostos teológicos dos temas da liberdade e da libertação.
            No documento de 1984, a Igreja afirma que a análise marxista é insuficiente e condena a reflexão sobre a luta de classes, enfatizando que isso leva à violência. Porém, reitera que:

Uma teologia da libertação corretamente entendida constitui, pois, um convite aos teólogos a aprofundarem certos temas bíblicos essenciais, com o espírito atento às graves e urgentes questões que a atual aspiração pela libertação e os movimentos de libertação, eco mais ou menos fiel dessa aspiração, põem à Igreja. Não é possível esquecer, por um só instante, as situações de dramática miséria de onde brota a interpelação assim lançada aos teólogos8.
           
            O documento ainda reforça que a teologia da libertação deve sempre estar atenta à Doutrina Social da Igreja e assentada nos três pilares citados na III Conferência do Episcopado Latino-Americano de Puebla: a verdade sobre Cristo, a verdade sobre a Igreja e a verdade sobre o homem.
Em 1984, o então cardeal Dom Joseph Ratzinger, em
documento oficial, escreveu que pode haver uma
"(...) teologia da libertação corretamente entendida".
            Em 1986, com a instrução Libertatis Conscientia, alguns pressupostos teológicos são mais abordados e estendidos, mas reforma a tese de que a Teologia da Libertação é uma teologia da Igreja, porém tendo-se de afastar das ideologizações e preocupações apenas terrenas:

(...) uma teologia da liberdade e da libertação, como eco fiel do Magnificat de Maria conservado na memória da Igreja, constitui uma exigência do nosso tempo. Mas seria uma grave perversão captar as energias da religiosidade popular com o fim de desviá-las a um projeto de libertação meramente terrena, que se revelaria, muito cedo, uma ilusão e causa de novas servidões. Os que cedem dessa forma às ideologias do mundo e à pretensa necessidade da violência não são mais fiéis à esperança, à sua audácia e coragem, tais como as enaltece o hino ao Deus de misericórdia, que a Virgem nos ensina.9

Cardeal Dom Gerhard Müller
            Mais recentemente, o cardeal Dom Gerhard Ludwig Müller, atual prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, apaziguou oficialmente os ânimos da Igreja com a Teologia da Libertação. Em 2014, no lançamento de seu livro Pobre para com os pobres (prefaciado pelo Papa Francisco) falou que a Teologia da Libertação foi esclarecida (confira AQUI) e também em outro momento afirmou que “(...) é necessário distinguir uma Teologia da Libertação equivocada e uma correta.” (confira AQUI).
        Pode-se claramente perceber, caso necessitem consultar os documentos oficiais e as declarações de Dom Müller, que a Teologia da Libertação, corretamente interpretada, faz parte do pensamento católico.

IV. Alguns mitos a seres esclarecidos
·      Não há nenhuma referência em livros científicos da Teologia da Libertação repudiando as normas litúrgicas e o uso do hábito eclesiástico. Se algum teólogo da libertação o faz, é por sua conta verbal.
·         A Teologia da Libertação nunca foi condenada. Ela foi corrigida e alertada.
·     Leonardo Boff não foi excomungado pela Igreja. Ele foi colocado em “silêncio obsequioso” por duas vezes e deixou o ministério sacerdotal e a vida religiosa em 1992.
·         O grande problema acerca da Teologia da Libertação, dentro do campo científico, é a possível relação dela com o marxismo. Fora disso, são discussões muito ligadas a questões políticas, como acontece em diversos sites da internet e redes sociais. Ou seja, preocupações terrenas.
·         Todos os livros escritos por um padre ou religioso recebem o imprimatur da autoridade eclesiástica competente, assim de algum modo falam em nome da Igreja. Portanto, todos os livros de Teologia de Leonardo Boff escritos antes de 1992, somente para citar um exemplo, podem ser estudados no campo acadêmico teológico sem problemas.
·         Sobre a posição da Igreja acerca do socialismo e do comunismo, a Igreja critica o socialismo, dizendo de sua incompatibilidade com a doutrina cristã (através do papas Pio IX, Leão XIII, Pio X, Pio XI e João Paulo II). Faz o mesmo com o liberalismo/capitalismo (com os papas Pio IX, Pio X, Pio XI, Paulo VI, João Paulo II e Francisco). Porém, o comunismo é passível de excomunhão por um decreto de 1949 de Pio XII. A Igreja sabe que o socialismo e o comunismo não são a mesma coisa e infelizmente há pessoas que caem no erro de coloca-los na mesma “panela”. Estou escrevendo uma longa reflexão sobre esse assunto, breve estará disponível.

            E você caro leitor? Como se posiciona de forma teologicamente frente a essa polêmica questão? Longe de ser terminada nos meios mais simplistas, acredito que a Igreja já deu sua posição frente a essa parte, através de seus documentos magisteriais.

________________
1 SJ, sigla para Societas Jesus, jesuítas.
2 OP, sigla para Ordum Precatorium, dominicanos.
3 Cf. LIBÂNIO e MURAD, 2001, p. 163.
4 GUTIERREZ, 1975, p. 68.
5 Cf. BOFF, L, 2001, pp. 50-51.
6 FMS, sigla para Frater Maristae a Schollis, maristas.
7 Cf. LIBÂNIO e MURAD, 2001, p. 183.
8 SAGRADA CONGREGAÇÃO DA DOUTRINA DA FÉ, 1984, p. 15.
9 SAGRADA CONGREGAÇÃO DA DOUTRINA DA FÉ, 2007, p. 71.

Referências Bibliográficas

AQUINO, Felipe. O que é a Teologia da Libertação? Disponível em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/02/15/o-que-e-a-teologia-da-libertacao/

AZEVEDO JUNIOR, Paulo Ricardo de. Teologia da Libertação e sua influência na Igreja. Disponível em: https://padrepauloricardo.org/aulas/teologia-da-libertacao-e-sua-influencia-na-igreja

BOFF, Leonardo e BOFF, Clodovis. Como fazer Teologia da Libertação? 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

GUTIERREZ, Gustavo. Teologia de la liberación: perspectivas. 7. ed. Salamanca: Sígueme, 1975.

JOÃO PAULO II. Carta do Papa à CNBB sobre a missão da Igreja e a Teologia da Libertação. Disponível em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/letters/1986/documents/hf_jp-ii_let_19860409_conf-episcopale-brasile.html

LIBÂNIO, João Batista e MURAD, Afonso. Introdução à Teologia: perfil, enfoques, tarefas. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2001.

RATZINGER, Joseph. Eu vos explico o que é a Teologia da Libertação. In: BETTENCORT, Estevão (org.). Revista Pergunte e Responderemos – nº 276, ano XXV. Rio de Janeiro: Lumen Christi, 1984.

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Instrução geral sobre alguns aspectos da “Teologia da Libertação”. São Paulo: Paulinas, 1984 (Col. “A voz do Papa”).

________. Instrução sobre a liberdade cristã e a libertação. 6. ed. São Paulo: Paulinas, 2007 (Col. “A Voz do Papa”).

7 comentários:

  1. Grande Padre Paulo Ricardo!
    Grande Papa Bento XVI!
    Tl é a heresia profunda da igreja!!
    Grandes Conservadores!
    Isso é Igreja. O resto? É heresia!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro(a) "Anônimo(a), poderias citar em qual documento oficial da Igreja está afirmado que a TL é heresia. Obrigado.

      Excluir
  2. Bom ...

    estou tentando entender o que realmente é a TL ... gostei da publicação! ... agora o que é certo e errado não posso dizer ...

    Pax Et Bonum

    ResponderExcluir
  3. Bom ...

    estou tentando entender o que realmente é a TL ... gostei da publicação! ... agora o que é certo e errado não posso dizer ...

    Pax Et Bonum

    ResponderExcluir
  4. Acredito que a ideia inicial da Teologia da Libertação era voltar as primícias do Cristianismo, mas como quase todas as ideologias inovadoras desse período ela também foi confundida com ideias comunistas e socialistas, se formos analisar o eixo central do socialismo nada mais e' do que a igualdade entre as classes onde não haja rico nem pobre, mas onde todos possam ter as mesmas oportunidades, o grande problema e' que nenhum politico conseguiu alcançar este feito, e ainda para piorar a imagem do socialismo, esses governantes acabavam por se tornar ditadores tentando assim por meu do autoritarismo, levar a sociedade a alcançar esses ideais por meio da opressão! Ai e' onde se difere do Cristianismo o socialismo, pois Cristo em momento nenhum agrediu, obrigou ou cerceou a liberdade de ninguém, mas sempre respeitou o livre arbítrio de todos, não sou esquerdista, nem direita, acredito que a politica deve ser imparcial ela deve visar o que e' melhor para o povo no momento, assim como a religião tem o poder de mudar corações, a politica tem o dever de mudar vidas, enquanto houver divisões dentro de casa (igreja) dificilmente nosso pai (Deus) convidara convidados (Parusia), acredito que o primeiro passo a ser dado e' o conhecimento do outro, os tradicionais conhecerem o que pensam os Teólogos da Libertação e da mesma forma os TL buscarem entender o motivo pelo qual os tradicionalistas ainda se sentem bem vivenciando os ritos romanos da maneira antiga, a fé, afinal e' baseada no sentir, na experiencia vivida onde eu me sinto bem, e' onde eu devo estar!
    Por fim, gostaria de agradecer a publicação, já tinha conhecimento desses textos e links que você colocou mas e' como se tudo que se falasse fosse pouco ainda, estudo religião a 7 anos e cada dia "sei que nada sei" como diria Sócrates, visito os hospitais, presídios e todos os domingos distribuo sopa nas ruas aqui na minha cidade e não me considero TL mas fiz minha opção pelos pobres, acho isso de definir algo muito serio, então prefiro me definir como João Batista dizia, sou uma voz que clama no deserto!!!
    Salve Maria!!!

    ResponderExcluir
  5. De acordo com os documentps dw 84e85 para a tl ser uma corrente Cristã devera seguir dois documentos sobre a doutrina social da Igreja, esses dois documentos contradiz toda falacia da tl.

    ResponderExcluir
  6. De acordo com os documentps dw 84e85 para a tl ser uma corrente Cristã devera seguir dois documentos sobre a doutrina social da Igreja, esses dois documentos contradiz toda falacia da tl.

    ResponderExcluir