Irmã Teresa
do Menino Jesus e da Sagrada Face (1873 – 1897) é uma das mais populares santas
católicas do mundo contemporâneo. Viveu apenas 24 anos e praticamente a maior
parte da sua vida na cidade de Lisieux, onde por 9 anos esteve no Carmelo dessa
cidade. A espiritualidade de Teresa e a profundidade de seus escritos
influencia até hoje o pensamento católico.
A devoção à
Santa Teresinha se expandiu da França para o resto do mundo por um fato
curioso, quase desconhecido: soldados franceses que lutavam nas trincheiras
durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) sentiram durante o conflito a
intercessão da santa, e em agradecimento, enviaram cartas ao Carmelo de
Lisieux. Com tantas cartas, o Carmelo um dia decidiu compilá-las num documento
chamado Pluie de roses (“Chuva de rosas”, uma expressão de Teresa
antes da morte), onde já estavam anexadas também outras correspondências de
graças alcançadas dos anos 1906 a 1912. Pluie
de roses foi publicado até 1926, totalizando 10 volumes, com 3200
testemunhos.
Campo de prisioneiros de guerra, Meiringen (Suíça), 8 de março de 1916.
Feito prisioneiro em Maubeuge, em 8
de setembro de 1914, eu fui internado em Friedrichsfeld. Uma noite do mês de
junho de 1915, deixando a capela, depois de uma fervorosa oração à Irmã Teresa,
para não ser enviado a trabalhar nas usinas da Alemanha, fui tomado por um
forte odor de rosas. Ora, eu estava rodeado de uma cabana em madeira, sem nenhum
jardim nas imediações; o suave perfume se prolongaria quase meia hora. A
santinha aceitou assim, com certeza, que ela tinha escutado minha súplica. De
fato, no dia seguinte, convocado para a visita, o doutor não olhou para mim, e
enquanto muito dos meus camaradas foram designados para partir, eu fui
classificado como um doente velho, e enviado para a Suíça. No entanto, minha
saúde é muito boa.
Eu agradeço muito à pequena Irmã
Teresa desse duplo previlégio.
Soldado belga, muito confiante em
Irmã Teresa do Menino Jesus, eu gostaria de assinalar a proteção notável da
qual fui o objeto recentemente, em frente à Dixmude.
Eu estava nas trincheiras, por volta
das 8:30 da noite, quando um bombardeiro de uma violência enorme se desencadeou
sobre nós. Uns projeteis de grande calibre caíram aos milhares nos arredores do
abrigo frágil, onde eu vinha me refugiado, explodindo de todas as partes, umas
por cima das outras, ou nos lados, ou no parapeito da nossa linha, enquanto que
um torpedo se afundava na terra, cavando enormes buracos. Se somente um destes
projeteis tivessem passado no meu abrigo, eu e meus camaradas estaríamos perdidos.
Mas eu rezei à Irmã Teresa e ela desviou todos, enquanto que todas as trincheiras
próximas foram arrasadas, sem exceção de uma só!
Nós estávamos, sob o fogo
incessante, depois de quatro longas horas, num estado de angústia e de
nervosismo que pressentia, quando implorei para a santinha não somente de nos
proteger, mas de fazer cessar o bombardeio terrível. E bem, eu afirmo que no
mesmo instante onde eu fazia esta oração, a voz do canhão se desacelerou, e
três minutos mais tarde, mais um só tiro não foi dado.
Eu
li na imprensa, nos últimos tempos, diversas comunicações a respeito da Irmã
Teresa do Menino Jesus, e, no momento onde todos os lados afirmam seu poder, eu
não posso deixar de reportar um grande testemunho de sua glória.
Nas
primeiras semanas desta grande guerra, eu recebi de minha noiva uma relíquia de
Irmã Teresa e sua imagem, e a carta que as acompanhava me dizia: “Guarde-as
valiosamente e nunca separe-se jamais, eu tenho certeza que a pequena Irmã te
preservará.”
Depois,
eu sempre as conservei comigo, e veio um dia onde eu senti um modo evidente a
proteção que eu tinha.
Foi
no último maio; meu departamento de ligação me chamou a um posto remoto de
poucos quilômetros de onde eu me encontrava. No caminho, fui subitamente
surpreendido por uma terrível ação conjunta de soldados, algo terrível; primeiro,
eu me joguei em um buraco; em seguida, entre balas, eu queria achar um abrigo
próximo, mas, quando eu estava entrando, vi um soldado escondendo-se sob uma
árvore caída, gesto que convidava-me a acompanhá-lo. Levou-me embora, porque
alguns minutos mais tarde, o abrigo onde eu pretendia refugiar-se desmoronou
sob o fogo e matou todos os ocupantes... eu ainda tremo só de pensar no que
teria acontecido comigo, e aqui no meio da metralha neste dilúvio de fogo, sem
sequer tendo pensado de invocar a santa carmelita, sua imagem tomou forma
diante dos meus olhos, e uma voz interior me disse: “E a pequena irmã Teresa te
salvou.” Então eu não pensei sobre isso, como explicar esta misteriosa voz
convidando-me para agradecer? Pareceu-me uma intervenção real da querida santa,
e eu ofereço-lhe o tributo de minha imensa gratidão.
Atenciosamente,
H.
Rocher, brigadeiro,
51e rég.
d'art., 71e Brie.
***
Muitas
dessas graças também foram comunicadas ao papa Bento XV, como você pode ver
clicando AQUI que te encaminhará ao link que contém os relatos (em francês). Durante e após o conflito, também muitos soldados foram ao túmulo de Teresa no Carmelo
agradecer a ajuda espiritual.
Grupo de soldados visitando o antigo túmulo de Teresa no Carmelo de Lisieux, por volta de 1915.
Santa
Teresinha, a doutora do Amor, que não deixou de trazer esse dom em meio à
guerra e sofrimento! Rogai a Deus por nós!
“Quando cheguei a El Abiod Sid
Seik para o noviciado, meu mestre dissera-me com toda a calma de um homem que
já passara vinte anos no deserto: ‘Il fautfaire une coupure, Charles.’1
Compreendi
o significado daquela frase e decidi realizar o corte, ainda que doloroso.
Conservara
na mala um caderno espesso no qual estavam anotados os endereços dos meus
velhos amigos: haviam milhares.
Em sua
bondade, o Senhor jamais me deixara faltar a alegria da amizade e a barca de
minha vida navegava através de um rio de amor.
Se no
momento de minha partida para a África levava comigo um pesar oculto, era
certamente o de não poder falar com cada um deles, explicar-lhes a razão do
abandono, dizer-lhes que estava obedecendo a um chamado claro de Deus e que,
embora de outra trincheira, prosseguiria a militar com eles no campo do
apostolado.
Mas era
preciso levar a termo a famosa ‘coupure’, e fi-lo corajosamente e com grande
confiança em Deus.
Tomei o
caderno, que era o meu último liame com o passado, e por ocasião de um retiro
queimei-o atrás de uma duna.”
____________________________
1 Traduz-se do francês: "Precisamos fazer um corte, Charles."
Referência Bibliográfica
CARRETO, Carlos. Cartas
do Deserto. São Paulo, Paulinas, 1974, pp. 9-10.
Entre os dias 4 e 11 de janeiro de 2015, eu e um grupo de amigos um tour pelos mosteiros católicos de SC e PR. Segue o relato dessa fantástica experiência!
Como surgiu: a srta. Kamila Onofri, que já tinha ido
visitar os Mosteiros Trapistas feminino e masculino, bem como o Mosteiro do
Encontro, relatou ao seminarista Lucas o desejo de retornar e convidar mais
alguém para ir junto. Como das outras vezes ela foi de ônibus e a viagem é
deveras cansativa, gostaria que um motorista que conhecesse o caminho e se
interessasse pelo assunto fosse junto. Foi aí que eu entrei na história,
indicado pelo Lucas a conversar com a Kamila.
Da esquerda para a direita: Letícia, Gabriel, Nahor, Kamila e Lucas
A Kamila
também convidou os jovens Gabriel Berlatto e Leticia Moraes para a empreitada.
Tudo certo, fomos se organizando e marcando com os mosteiros as datas de
hospedagem. A Kamila sugeriu que esticássemos a viagem para o Mosteiro da
Ressurreição, num tour que durasse exatos 7 dias. E assim foi até o dia 4 de
janeiro de 2015.
1º dia (4/01) – Mosteiro Trapista Nossa
Senhora da Boa Vista – Rio Negrinho-SC
Fachada da nova capela do mosteiro. Foto: Lucas Teixeira
Domingo,
Solenidade da Epifania do Senhor. Partimos de Itajaí por volta de 5h15,
chegando em Rio Negrinho às 8h30. Organizando as coisas na hospedaria,
participamos da Santa Missa às 10h, que é aberta ao público. As irmãs
trapistas, no coreto, cantam belíssima e pausadamente os cantos, acompanhadas
do órgão e da cítara. O capelão do mosteiro, Pe. Lázaro Pires dos Santos OCSO1
(que pertence ao Mosteiro de Campo do Tenente, sendo liberado para essa
função), conduziu com belas palavras a reflexão sobre a Epifania do Senhor.
Santa Missa dominical. Solenidade da Epifania do Senhor. Pe. Lázaro e as monjas em seu coro. Foto: Nahor Lopes
Comunidade reunida para a missa dominical. Foto: Nahor Lopes
A cítara das monjas. Utilizam sempre nas suas orações. Foto: Gabriel Berlatto
Crianças encantadas com a cítara. Foto: Nahor Lopes
A fábrica de chocolate das monjas. Não podemos entrar pois fica na clausura. Foto: Lucas Teixeira
Após o
almoço fomos conhecer o Seminário São José, no centro de Rio Negrinho, onde
residi no ano de 2014. Fomos acolhidos pelo diretor Pe. Luiz Antônio de Faria
SCJ2 e Pe. Alírio José Pedrini SCJ, que nos deixaram à vontade para
conhecer a casa de formação.
Capela do Seminário São José. Foto: Gabriel Berlatto
Fachada do Seminário São José. Foto: Gabriel Berlatto
Torre da Cimo. Ponto Turístico em Rio Negrinho. Foto: Gabriel Berlatto.
Da esquerda para a direita: Kamila, Pe. Alírio, Lucas, Gabriel, Letícia e Pe. Faria. Foto: Nahor Lopes
Praça do Avião em Rio Negrinho. Foto: Gabriel Berlatto.
Retornamos
à noite para participarmos de orações com as monjas e repousar. As Completas,
última oração, é por volta de 19h15, e depois disso é silêncio na casa.
No dia
seguinte, antes de partir para Mandirituba, participamos da Santa Missa às 6h e
o Pe. Lazáro nos mostrou a construção e ampliação do Mosteiro.
Contrução avançada do mosteiro. Foto: Nahor Lopes
Pe. Lázaro conduzindo nossa turma para mostrar a construção. Foto: Nahor Lopes
Selfie com Pe. Lázaro!
Local onde foi rezada a primeira missa no mosteiro. Foto: Nahor Lopes
Nova hospedaria do mosteiro. Foto: Gabriel Berlatto
Um pequeno "claustro" na nova hospedaria. Foto: Gabriel Berlatto
O que são as(os) Trapistas? É o nome
comum para a Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO a sigla em latim),
nascida oficialmente em 1892 através de uma reforma da Ordem Cisterciense da
Comum Observância, reforma esta que já havia sido efetuada em 1662 pelo abade
Armand Jean le Bouthillier de Rancé, no mosteiro Nôtre-Dame de La Trappe
(Soligny-la-Trappe é uma comuna francesa, daí o nome “trapistas”)
O mosteiro de Rio Negrinho: 8 irmãs
trapistas vieram para o Brasil em 2010, oriundas de um mosteiro em Quilvo, no
Chile. Alugaram duas residências em Rio Negrinho onde ficaram até 2013, logo
mudando-se para a extensa propriedade no bairro Rio Negrinho que foi conseguida
para a construção do novo mosteiro. É o primeiro mosteiro feminino trapista no
Brasil. Sua fábrica de chocolates é sucesso em toda a região do Planalto Norte.
Valor da
hospedaria: não foi cobrado um valor fixo, cada um de nós deixou R$ 20,00 (o
almoço é cedido pelas irmãs, as demais refeições elas disponibilizam os
alimentos processados e os hóspedes se responsabilizam em fazê-las na
hospedaria)
2º e 3º dias (5 e 6/01) – Mosteiro do
Encontro – Mandirituba-PR
Fachada da capela monástica. Foto: Gabriel Berlatto.
Por volta
das 10h saímos de Rio Negrinho em direção à Mandirituba, chegando por volta das
11h30. Fomos recebidos pelas Irmãs Beneditinas com muita alegria, dirigindo-se
para a oração da Tércia e em seguida almoço. A seguir, instalamo-nos em nossas
hospedarias e participamos das demais orações com as irmãs e dos momentos de
silêncio e espiritualidade no local.
Entrada da hospedaria principal, onde ficaram Gabriel, Letícia e Kamila. Foto: Gabriel Berlatto
Hortências nunca faltaram em todos os locais que tivemos. Foto: Gabriel Berlatto
Foto: Gabriel Berlatto
Interior da capela monástica. Foto: Gabriel Berlatto.
No Mosteiro
do Encontro, além da hospedaria anexa ao Mosteiro, há duas hospedarias
auxiliares (uma chamada “Bethânia”, onde eu e o Lucas ficamos e outra chamada
“Santo Amaro”) e um eremitério, onde vive o Pe. Jean-Marie Vigneron MOPP3
(Pe. Jomar), capelão das monjas, um sacerdote francês dos chamados “padres
operários” que também cuida da biblioteca do Mosteiro, cujo local tivemos a
oportunidade de ver antes de partir para Campo do Tenente na quarta-feira.
As monjas
de Mandirituba fazem artigos religiosos com gesso e ladrilhos, além doces e
geleias variados muito populares na região. Há também uma loja que vendem essas
coisas e outros produtos, principalmente livros.
Todas as
manhãs que amanhecíamos em Mandirituba, iniciávamos com a Santa Missa.
Momento de oração com as irmãs beneditinas. Foto: Lucas Teixeira
Gabriel e Letícia conversando. Namoro cristão. Debatiam desde o Cântico dos Cânticos até Chesterton. Foto: Lucas Teixeira.
A Letícia cuidou do passarinho e ele não quis mais largá-la. Foto: Lucas Teixeira
Hospedaria Bethânia. Onde eu e Lucas ficamos. Foto: Nahor Lopes
Amigo das monjas. Foto: Lucas Teixeira
Encontro com a vida nascente. Foto: Nahor Lopes
Biblioteca das monjas. Grande parte dos livros é em francês, devido à fundação belga do mosteiro. Foto: Nahor Lopes
Santa Missa matinal. Foto: Nahor Lopes
O que é a Congregação das Monjas
Beneditinas da Rainha dos Apóstolos? É um ramo da Ordem Beneditina fundada na
Bélgica em 3 de maio de 1921 por Dom Théodoro Neve OSB4. O carisma
das irmãs funda-se no louvor de Deus através da liturgia e Lectio Divina,
dentro da regra de São Bento.
O Mosteiro do Encontro: em 1964, chegam
à Curitiba, chefiadas pela Madre Chantal OSB, irmãs beneditinas do Mosteiro
Nôtre-Dame de Béthanie, Loppem-Brugges, na Bélgica. Em 1989 fundaram outro
mosteiro no Amazonas. Em 1999, devido ao crescimento da área industrial onde se
encontrava o mosteiro, mudam-se para o município de Mandirituba-PR
Valor da
hospedaria: R$ 55,00 a diária (inclui todas as refeições)
4º e 5º dias (7 e 8/01) – Abadia Trapista
Nossa Senhora do Novo Mundo – Campo do Tenente-PR
Frente da capela monástica. Foto: Gabriel Berlatto
Por volta das 10h do dia 7, partimos
em direção à Campo do Tenente, onde chegamos pelas
Interior da Igreja Matriz Cristo Rei, em Campo do Tenente-PR Foto: Lucas Teixeira.
11h. Ainda conseguimos
visitar antes a Igreja Matriz Cristo Rei, neste município. Após acomodação na
hospedaria do mosteiro, participamos da oração da Tércia, seguida do almoço na
clausura, em silêncio, onde nós hóspedes ficamos em silêncio escutando uma
leitura espiritual (no caso nos dois dias que almoçamos lá, era um trecho de “A
vida de Jesus”, de Joseph Ratzinger/Bento XVI). O hospedeiro, Pe. Estevão OCSO,
sempre estava à postos para tirar todas as nossas dúvidas e também para
possíveis atendimentos individuais.
Apesar dos
mosquitos praticamente nos incomodarem bastante nesses dois dias (os monges
haviam cortado a grama naqueles dias e o sol era forte), conseguimos usufruir
do local para profunda espiritualidade.
Horários do mosteiro. A princípio parecem assustar. Foto: Lucas Teixeira
Hospedaria do mosteiro. Foto: Nahor Lopes
Interior da capela monástica. Foto: Nahor Lopes
Monges orando. Foto: Nahor Lopes
No mosteiro
há uma lojinha que vendem muitos livros, ícones, e os doces e pães produzidos pela
padaria dos monjes.
A Santa
Missa do mosteiro, sempre após as Laudes das 6h, tem um momento deveras
especial: durante o ofertório, os monges fazem um semicírculo defronte ao
presbitério, e os demais convidados fazem o mesmo atrás dos monges. Após o “Cordeiro
de Deus”, a comunhão já é distribuída, mas ainda não se comunga: após a
comunidade proferir “Senhor, eu não sou digno...” é que todos comungam juntos.
Depois é servido o Cálice.
A Kamila rezando diante de Jesus na capela da hospedaria. Foto: Nahor Lopes
Sacrário da capela da hospedaria. Foto: Nahor Lopes
Foto: Nahor Lopes
Pe. Francisco celebrando a Santa Missa matinal. Foto: Nahor Lopes
Nossa turma defronte à capela monástica
O mosteiro de Campo do Tenente: em 1977, 5
monges trapistas estado-unidenses partiram da Abadia de Genesee, em Piffard,
NY, EUA, para a cidade de Lapa-PR, fundando um mosteiro. Em 1983 mudaram-se
para Campo do Tenente, cidade vizinha, onde encontram-se até hoje.
Hospedagem:
eles não cobram um valor fixo para a hospedaria, mas deixamos cada um R$ 50,00
para os monges.
6º, 7º e 8º dias (9, 10 e 11/01) – Abadia
da Ressurreição – Ponta Grossa-PR
Torre da capela vista a partir da clausura. Foto: Gabriel Berlatto
Saímos
antes das 9h de Mandirituba, chegando em Ponta Grossa por volta das 11h15. Os
monges nos receberam e logo nos instalamos na hospedaria, depois participando
da Tércia, seguido de almoço na hospedaria, onde os irmãos traziam o almoço e
vinham recolher as bandejas depois. O local é grande: há um bosque enorme para
andar, contemplar a natureza e rezar. Em todas as orações dos monges era
utilizado o órgão, com melodias belíssimas.
Entrada do mosteiro. Foto: Nahor Lopes
Bosque. Foto: Nahor Lopes
Essa cachorrinha é a piedosa. Acompanhava todas as orações. Foto: Lucas Teixeira
Interior da capela monástica. Foto: Nahor Lopes
Cemitério dos monges. Foto: Nahor Lopes
Portaria e entrada da loja do mosteiro. Foto: Gabriel Berlatto
Há uma
lojinha no mosteiro, onde vendem produtos variados, desde artigos religiosos,
camisetas, bem como panettone e pães feitos pelos monges, além de vinho, licor
e suco de uva. Os cd’s do Mosteiro da Ressurreição, conhecidos em todo o país,
estavam lá disponíveis.
No sábado
tivemos a graça de sermos convidados pelo Ir. Gabriel OSB para conhecermos a
clausura do mosteiro. Um momento muito especial para o nosso grupo! O silêncio
e a paz reinavam naquele local divino!
Santa Missa matinal. Foto: Nahor Lopes
Claustro. Foto: Nahor Lopes
Claustro. Foto: Nahor Lopes
Biblioteca do Mosteiro. Foto: Nahor Lopes
A Abadessa. Essa manda em tudo por lá. Foto: Gabriel Berlatto.
Eu entre dois monges. Foto: Lucas Teixeira
Casulas na sacristia do mosteiro. Gabriel e Lucas quase piraram. Foto: Gabriel Berlatto
Coro dos monges com o báculo do abade ao fundo. Foto: Gabriel Berlatto
O que é a Ordem de São Bento? Fundada
por São Bento de Núrsia por volta do ano 529, na Itália, quando compilou sua
famosa regra. É baseada no princípio Ora
et labora (do latim, “Reza e trabalha”). Foi uma das primeiras instituições
a conciliar a vida comunitária com a vida monacal.
Hospedaria onde ficamos. Foto: Gabriel Berlatto
Nossa turma na clausura. Foto: Ir. Gabriel OSB
Sobre o Mosteiro de Ponta Grossa: em
1981, 9 monges partiram de São Paulo para Ponta Grossa, dentro do interesse do
então bispo de Ponta Grossa, Dom Geraldo Pellanda, instalando-se no Santuário
de Vila Velha até 1985, quando foi inaugurado o Mosteiro no local onde se
encontra atualmente. Os monges estão agora construindo um novo mosteiro no
distrito de Itaiacoca em Ponta Grossa, devido ao atual local já estar próximo
do perímetro urbano.
Informações:
Dom André
Martins OSB (abade) e Dom Rafael OSB (prior) – (42) 3228-9015 e (42) 3228-0043
/ hospedaria.mr@gmail.com
Hospedagem:
não foi cobrado um valor fixo, mas deixamos R$ 50,00 cada um para os monges.
Inclui todas as refeições. A partir de março de 2015 eles irão cobrar R$ 55,00
a diária.
Finalizando...
No dia
11/01, depois do café da manhã, partimos para Curitiba, onde participamos da
Santa Missa na Igreja da Ordem, no centro da capital paranaense, almoçamos e
depois partimos com um trânsito tranquilo para Itajaí, vendo a belíssima
paisagem da serra do Mar, chegando por volta das 15h30.
Cada um de
nós levou por volta de R$ 500,00 na viagem, e nossa média de gastos foi entre
R$ 480,00 (com variações entre cada um). Gastamos em torno de R$ 250,00 de
gasolina na viagem (o carro era um Suzuki Sx4). Pegamos alguns pedágios: um em
Araquari-SC, outro entre Mandirituba e Ponta Grossa e alguns entre Ponta Grossa
e Curitiba. A dica para esta viagem é que se faça em grupo e os gastos
tornam-se mais tranquilos.
Nossas
distâncias (valores aproximados)
1)Entre Itajaí-SC e Rio Negrinho-SC: 174 km
2)Entre Rio Negrinho-SC e Mandirituba-PR: 72 km
3)Entre Mandirituba-PR e Campo do Tenente-PR: 53
km
4)Entre Campo do Tenente-PR e Ponta Grossa-PR: 130
km
5)Entre Ponta Grossa-PR e Curitiba-PR: 117 Km
6)Entre Curitiba-PR e Itajaí-SC: 212 Km
Um total aproximado de 758 km.
Foi uma
viagem história e inesquecível para nós, que fica de opção para quem quer fazer
uma viagem espiritual e aprofundamento de sua fé, através do silêncio,
contemplação e oração, além da Santa Missa diariamente, bem cedinho.
Deus seja louvado
pelas santas almas dos monges e monjas que nos acolheram com carinho e que
possamos cada vez mais cultivar e aprender com a sabedoria deles a ser mais
humanos, felizes e valorizarmos a riqueza que existe na Igreja Católica.
Um clip com trechos de momentos de oração nas 4 casas que passamos
_____________________
1 OCSO: Sigla para Ordo Cistercisensis Strictioris Observantiae, traduzido do latim
“Ordem Cisterciense da Estrita Observância, nome oficial dos(as) Trapistas.
2 SCJ: Sigla para Sagrado Coração de Jesus, congregação fundada pelo Pe. Leão Dehon
na França em 1878. Conhecidos como dehonianos.
3 MOPP: Missão
Operária São Pedro e São Paulo, uma instituto de padres fundado em 1955 pelo
frei dominicano Jacques Loew, onde os sacerdotes deste instituto trabalham como
operários de forma comum, evangelizando em seu trabalho.